O homem do subsolo: consciente demais para agir, lúcido demais para ser feliz.
O narrador de Memórias do Subsolo inventou o tipo que a modernidade reconhece em si mesma: o intelectual paralisado pela autoconsciência. Ele vê com clareza demais para se iludir, mas a lucidez não o liberta — aprisiona. Dostoiévski soube antes de Freud que a consciência plena não é remédio mas doença.