Filho de um médico militar, Dostoiévski cresceu em Moscou numa família devota à Igreja Ortodoxa, marca que atravessaria toda a sua obra — mesmo nos romances mais céticos, a pergunta pela fé nunca desaparece.
Em 1849, foi preso por participar de um círculo de discussão considerado subversivo pelo regime czarista. Condenado à morte, teve a pena comutada minutos antes da execução e foi enviado para um campo de trabalhos forçados na Sibéria — experiência que moldaria definitivamente sua visão sobre sofrimento, redenção e a alma russa.
Após o exílio, retomou a carreira literária com obras que combinavam suspense, filosofia e investigação psicológica como nunca antes na literatura russa. Crime e Castigo (1866) o consagrou internacionalmente; Os Irmãos Karamázov (1880), seu último romance, é considerado por muitos sua obra-prima definitiva.
Dostoiévski morreu em 1881, em São Petersburgo, deixando uma obra que influenciaria de Nietzsche a Freud, de Camus a Kafka — todos os que vieram depois e tentaram entender por que o homem age contra o que sabe ser certo.
Nasce em uma família de classe média, filho de um médico do Hospital Mariinsky para os pobres.
É preso por participar do Círculo Petrachevski e condenado à morte por fuzilamento — pena comutada de última hora.
Cumpre trabalhos forçados num campo de prisioneiros — experiência central para sua visão sobre sofrimento e fé.
Publica o romance que o consagra internacionalmente, narrando a culpa de Raskólnikov após um assassinato.
Conclui sua obra-prima final, síntese de toda sua investigação sobre fé, dúvida e livre-arbítrio.
Falece poucos meses após publicar seu último romance, deixando um legado que atravessaria todo o século XX.