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Pliuchkin guardava tudo e, guardando tudo, perdeu a si mesmo.

Almas Mortas, 1842
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Sobre esta frase

Pliuchkin é o último proprietário visitado por Tchítchikov e o mais grotesco: um homem riquíssimo que vive em trapos, acumulando objetos inúteis até apodrecerem, incapaz de gastar ou doar qualquer coisa. Gógol o usa como retrato extremo da avareza como uma forma de morte em vida — um homem que se tornou indistinguível do lixo que acumula.