O cerejal floresceu há tantos anos, mas ninguém o plantou.
O jardim é o passado que ninguém soube guardar. Em sua última peça, Tchekhov constrói um símbolo que funciona ao mesmo tempo como beleza e como responsabilidade não cumprida. Os personagens contemplam as cerejeiras com amor, mas não fazem nada para salvá-las — e essa paralisia é o diagnóstico de uma classe que ama o que possui mas não sabe existir sem ele.