Sônia diz isso no encerramento de Tio Vânia como o único consolo possível para vidas desperdiçadas. Não é promessa de alegria futura — é o único caminho que resta. Para Tchekhov, o trabalho sem esperança de recompensa pessoal é a forma mais digna de existir: não felicidade, mas presença. O monólogo final de Sônia é um dos mais comoventes de toda a dramaturgia russa.