Em A Sonata a Kreutzer, Pózdnichev mata a esposa num acesso de ciúme e passa o resto da narrativa tentando justificar-se para um desconhecido num trem. Para Tolstói, o ciúme não é excesso de amor — é a perversão do amor em posse, controle e medo. O que destrói a esposa não é a paixão: é o sistema de propriedade que o casamento burguês instala sobre ela.