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O ciúme é o amor que se tornou seu próprio inimigo.

A Sonata a Kreutzer, 1889
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Sobre esta frase

Em A Sonata a Kreutzer, Pózdnichev mata a esposa num acesso de ciúme e passa o resto da narrativa tentando justificar-se para um desconhecido num trem. Para Tolstói, o ciúme não é excesso de amor — é a perversão do amor em posse, controle e medo. O que destrói a esposa não é a paixão: é o sistema de propriedade que o casamento burguês instala sobre ela.