A célebre imagem final de Almas Mortas compara a Rússia a uma troica desembestada, avançando sem que ninguém saiba para onde. Gógol termina seu retrato satírico da burocracia e da corrupção provincial com uma pergunta que ecoaria por toda a literatura russa seguinte: para onde vai, de fato, esse país imenso e contraditório?