Mozart não precisa de rival — ele simplesmente existe, como a luz.
Em Mozart e Salieri, o drama não é sobre a rivalidade entre dois músicos — é sobre dois modos de existir no mundo: o gênio inconsciente de si mesmo e o artesão que construiu tudo pela razão e pela disciplina. Salieri mata Mozart porque não suporta que o dom seja dado sem mérito. Púshkin entendeu que é impossível matar o que Mozart representa.