Aleksandr Serguêievitch Púshkin nasceu em Moscou em 6 de junho de 1799, em família nobre cujos registros remontavam ao século XII. Pelo lado materno, descendia de Abram Petróvitch Gánnibal, nobre de origem africana levado à Rússia ainda criança e que se tornaria general sob Pedro, o Grande.
Estudou no Liceu Imperial de Tsárskoie Selo, onde publicou seu primeiro poema aos quinze anos e já era reconhecido nos meios literários antes mesmo de se formar. Em 1820, com Ruslan e Liudmila, consolidou-se como o fundador da literatura russa moderna, ao incorporar a linguagem coloquial russa a formas até então reservadas a um registro elevado.
Suas ideias progressistas e a amizade com futuros dezembristas custaram-lhe um exílio de quatro anos pelo sul do império, entre 1820 e 1824. Foi nesse período que compôs O Prisioneiro do Cáucaso, A Fonte de Bactchisarai e Os Ciganos, além de iniciar Boris Godúnov, drama de evidente influência shakespeariana.
Perdoado pelo czar, retornou a Moscou em 1826 e casou-se com Natália Goncharova em 1831. Em 1837, desafiou Georges d'Anthès para um duelo em defesa da honra da esposa. Mortalmente ferido, morreu dois dias depois, aos 37 anos — deixando um legado que atravessaria toda a literatura russa, de Gógol a Dostoiévski.
Nasce em família aristocrática, com ascendência africana pelo lado materno.
Ingressa no Liceu de Tsárskoie Selo, onde publica seus primeiros poemas e se torna reconhecido nos círculos literários.
Publica seu primeiro grande poema e é enviado para o exílio no sul do império por suas ideias progressistas.
Escreve o drama histórico influenciado por Shakespeare e inicia Eugênio Onêguin, seu romance em verso.
Casa-se com Natália Goncharova. Nos anos seguintes, escreve A Dama de Espadas e A Filha do Capitão.
Ferido mortalmente em duelo contra Georges d'Anthès, morre em São Petersburgo aos 37 anos.