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A dúvida é o privilégio de quem ainda acredita em algo.

Diário de um homem supérfluo, 1850
Sobre esta frase

O "homem supérfluo" turgueniano duvida de tudo — da sociedade, do amor, de si mesmo — mas essa dúvida não é niilismo vazio. É o resto de uma fé que não encontrou onde se depositar. Turguêniev criou o arquétipo que definiria gerações de personagens russos: o intelectual culto demais para agir e sincero demais para se enganar.