Para Turguêniev, o amor não se sustenta como estado contínuo — ele existe em picos, em momentos de intensidade que não podem durar. Em Primeiro Amor, o narrador entende isso tarde demais: o que viveu com Zinaída não era felicidade no sentido convencional, mas algo mais raro e mais breve — o ápice de sentir, que nenhuma rotina consegue prolongar.