Hermann acreditava ser o autor de sua própria vida — e era apenas seu personagem.
Hermann planeja o crime perfeito como se fosse uma obra de arte, narrando os próprios atos com o orgulho de um escritor genial. Mas o leitor percebe o que ele não vê: o plano é falho, ridículo, transparente. Nabokov constrói um dos primeiros grandes narradores não confiáveis da literatura moderna — alguém que mente para si tanto quanto para nós.