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Curioso, comovente, absurdo: assim é viver dentro de um romance.

Desespero, 1934
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Sobre esta frase

Hermann tem consciência de estar dentro de uma narrativa que ele mesmo escreve — um traço metaficcional que Nabokov exploraria ainda mais a fundo em obras posteriores. A frase resume o efeito de toda a sua ficção: o leitor nunca esquece que está diante de um artifício, e é justamente essa consciência que torna a experiência mais rica, não menos.