A literatura não tem nada a ver com ideias gerais. Tem a ver com palavras específicas.
Nabokov travou guerra a vida inteira contra a leitura "temática" — aquela que reduz romances a mensagens morais ou sociais. Para ele, o que importa não é o que um livro "quer dizer", mas como cada frase foi construída. A literatura vive no detalhe verbal, não na paráfrase: resumir um romance é matá-lo.