O poder não concede direito — apenas revela o caráter de quem o possui.
Em Guerra e Paz, Napoleão é o exemplo máximo dessa tese: o maior poder militar da Europa, e no entanto um homem que Tolstói descreve com uma ironia fina e constante. O poder napoleônico não é grandeza — é vaidade que encontrou o momento histórico certo. Kutúzov, que parece não fazer nada, é quem realmente entende o curso das coisas.